Avaliações para corrida: Qual a ideal para você?

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Tem muito corredor que acha que apenas treinar com disciplina e seguir as orientações do treinador são suficientes. Porém, realizar avaliações para corrida, com o objetivo de medir qual caminho ou ajuste precisa ser realizado no treinamento, é essencial. Mas poucos se preocupam com essa questão como deveriam.

 

Testes, avaliações, análises. Num mundo onde corredores sonham com quebras de recordes, melhorar seus treinos em subida, correr uma maratona pela primeira vez, pensar em fazer avaliações para melhorar sua corrida pode não ser uma das coisas mais empolgantes. 

 

Porém, ter controle sobre como está evoluindo sua corrida pode fazer uma diferença gigantesca em seus resultados. Isso porque permite que, através de números e parâmetros de comparação, se possa ter um raio X do desenvolvimento do corredor. 

 

As avaliações são as mais diversas. Cada uma com seu foco. Em geral elas atuam em três frentes: técnica da corrida, parte preventiva, e análise fisiológica.

 

Mas você sabe quais são as avaliações para corrida mais importantes para medir seu rendimento? É o que vamos trazer nessa matéria.

  

Avaliações para corrida: Teste ergoespirométrico

 

Considerada a avaliação mais importante para um corredor. Ela é um pouco mais elaborada que o teste ergométrico, pois adiciona uma forma direta de medir o consumo de oxigênio ( analisador de gases ).

 

A avaliação consiste numa medição de esforço máximo. Geralmente feito em esteira, o corredor tem como objetivo chegar ao nível intenso de sua corrida.

 

São quatro os principais dados produzidos com essa avaliação: Limiar Anaeróbio (ou Limiar I), ponto de compensação respiratório (ou Limiar II), VO² Máximo e comportamento cardíaco. 

 

Limiar Anaeróbio

É o ponto no qual a quantidade de oxigênio consumido (inspiração) é menor que a quantidade de gás carbônico produzido (expiração). Como consequência, é nessa faixa que a corrida sofre um leve desequilíbrio. Como consequência, ocorre um início de acúmulo de fadiga no corpo. 

É considerada também como zona de ganho de condicionamento, pois seu corpo será desafiado a manter a intensidade dentro de uma condição não ideal. Geralmente, é nessa faixa que os treinos de longa distância mais intensos são feitos.

 

Ponto de Compensação Respiratório

Essa fase do teste é onde o corredor está muito próximo de sua exaustão. Portanto, é logo após alcançar essa faixa que o teste é interrompido. 

 

Alcançar um alto ponto de compensação respiratório mostra um bom potencial de velocidade do treinador. Geralmente, é nessa faixa que os treinos intervalados são aplicados. 

 

VO² máximo

É conhecimento por muitos como o potencial genético do corredor, pois é uma medida que não altera de forma tão significativa com o treinamento.

 

O VO² é definido como a capacidade máxima que o nosso corpo tem de captar, transportar e utilizar o oxigênio. Saber qual é o índice do corredor não impacta diretamente na prescrição do treino, mas pode sinalizar um grande potencial de evolução.

 

Corredores com maior VO² tem em geral mais facilidade com a corrida, por conta da capacidade natural mais preparada para esse tipo de treinamento. Esse número sobe consideravelmente quando expandimos para todo o corpo. 

 

Comportamento Cardíaco

Quando se realiza uma avaliação ergoespirométrica, o comportamento do seu coração é acompanhado através do eletrocardiograma. Observar se não existem anomalias que comprometem sua prática da corrida é questão não apenas de performance, com também de saúde.

 

Qualquer tipo de comportamento irregular será detectado pelo avaliador. Isso irá determinar se o resultado trás ou não algum tipo de restrição.

 

Avaliações para corrida: Videofilmagem na corrida

 

Umas das avaliações técnicas mais importantes para qualquer corredor, mas principalmente os mais avançados. A videofilmagem ajuda na observação e correção do de uma melhor postura na corrida.

 

Geralmente gravada de forma lateral e frontal, ela consegue mostrar aspectos que, muitas vezes, por conta da alta velocidade de cadência na corrida (entre 160 a 180 batidas de pé no solo por minuto), não são visíveis a olho nu. Ela ajuda a corrigir principalmente posição de braços, aterrissagem do pé, tipo de pisada do corredor, e inclinação do tronco durante a corrida.

Com um diagnóstico completo da postura na corrida, o treinador pode propor exercícios corretivos, alongamentos específicos para regiões encurtadas, e o melhor tênis para cada corredor.

 

Avaliações para corrida: FMS (Funcional Moviment Screen)

 

Ainda pouco conhecida entre corredores, o FMS é uma das avaliações mais indicadas para quem busca equilibrar o corpo no quesito força, flexibilidade e mobilidade.

 

Através de uma análise composta por 7 testes, são realizados agachamentos, pranchas e exercícios de flexibilidade. O principal foco é descobrir fraquezas, assim como desequilíbrios e encurtamentos que possam prejudicar o corredor. Dessa forma, problemas de lesão decorrentes de compensação ou postura inadequadas podem de prevenidas.

 

Avaliações para corrida: Baropodometria

 

O corredor tem um corpo equilibrado, aparentemente tem boa técnica e também flexibilidade. Porém, vive se lesionando. O problema pode estar no grau de impacto no pé quando ocorre o contato com o solo. É exatamente isso que a baropodometria mede.

 

O teste é relativamente simples. É inserida uma palmilha com sensores em seu tênis. O objetivo é acompanhar o comportamento e impacto no solo a cada passada. É muito comum haver diferenças entre os lados, o que pode contribuir para lesões. Com a baropodometria, você também consegue descobrir se a sua pisada é pronada (pé para dentro), neutra ou supinada (pés para fora).

 

Viu como realizar avaliações para corrida não é um simples capricho? Com elas, muita informação pode ser descoberta. Isso irá proporcionar ajustes que farão toda diferença em seu treinamento de corrida.

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