Como ser um corredor de rua na pandemia?

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Num momento onde a rotina de todos no mundo virou de ponta cabeça, não seria diferente na atividade física. Atualmente, é necessário criatividade, disciplina e consciência na hora de realizar seu treino, pois muitas dúvidas pairam sobre o que é certo e errado. Descubra agora como ser um corredor de rua na pandemia.

Em 2020, o mundo sofreu um choque com a chegada do COVID 19.  Milhares de países foram afetados, sendo o Brasil um dos últimos a pegar a “onda” da pandemia. Infelizmente, isso não evitou milhares de mortes e o pódio nada desejado de segundo país com mais mortes. O vírus afetou a vida de todos, é claro. Mas como isso afetou os corredores de rua e a prática da modalidade?

Em diversos aspectos. Com os parques fechados, corridas canceladas e a orientação de ficar em casa, pudemos observar muitos corredores buscando soluções para não parar de correr. Locação de esteiras, desafios de correr em casa ou mesmo a corrida estacionada ganharam força. Quem corria na rua, principalmente sem máscara, era mal visto e “cancelado” nas redes sociais e em grupo de Whatsapp.

Já num segundo momento, a corrida na rua foi melhor aceita, desde que com máscara e em lugares isolados. Competições de corrida online começaram a se difundir, e tendem a ganhar cada vez mais espaço, pois muitos evitarão aglomerações, mesmo quando as provas retornarem. Ser um corredor de rua na pandemia realmente implica em uma nova forma de enxergar a modalidade.

A mudança na prática do corredor de rua na pandemia

Os parques sempre foram um grande ponto de encontro de corredores no Brasil e no mundo. Não é à toa. Correr num espaço com natureza, segurança e uma boa estrutura é sempre mais motivante.

Mas como se dará a partir de agora a prática das corridas no parque? Isso ainda iremos descobrir.

Porém, o que ficará durante um bom tempo é que a motivação deverá ser muito mais interna, pois para ser um corredor de rua na pandemia com segurança, o treino individual fora de parques, e a cada vez mais praticada corrida urbana, será muito mais indicado.

Em resumo: a mente do corredor terá que mudar, ao menos enquanto não houver vacina ou remédio eficiente.

Outro aspecto que também pesará muito é a ausência de grandes provas. Realmente isso é algo impensável agora, por conta do COVID 19, mas até os anos 2000, a quantidade de provas no Brasil era extremamente reduzida (três a cinco grandes provas, no máximo). Correr uma Major pelo mundo era algo muito longe para o “corredor comum”.

Isso quer dizer que o corredor de rua na pandemia deverá treinar com expectativas competitivas parecidas há de 20 anos atrás. Curioso, não?

Ainda falando sobre o início da corrida no século XXI, acessórios como relógios e aplicativos que medem pace, oscilação vertical e tempo de contato simplesmente não existiam. O ritmo era determinado pelas distâncias mapeadas por corredores e treinadores, em circuitos que geralmente eram conhecidos por todos, e única rota para ter o mínimo de controle.

O que será preciso para o “novo” corredor?

É impossível não passar por esse momento sem refletir sobre uma série de comportamentos. Chegou o momento de ressignificar uma série de coisas.  Correr apenas para fazer provas, preocupação excessiva com dados, ou correr apenas por questões de integração são motivações que infelizmente, por ora, não tem espaço.

O mais importante nesse momento é que o corredor descubra – ou resgate – o prazer da corrida pela corrida. Pode ser desbravando a cidade sozinho, pensando em opções criativas para manter a disciplina sem prova de rua no horizonte, e buscar uma forma de também se divertir sem a “dependência “ dos amigos.

Será a mesma coisa? Claro que não.  Mas nada está sendo desde que tudo começou. E quanto mais cedo entendermos isso, mais rápido iremos nos acostumar, não deixando nossa vida parar.

Negar isso irá apenas causar frustração, ou impedir que se enxergue um outro lado da corrida muito mais motivador do que você imagina. Com otimismo, ser um corredor de rua na pandemia pode não ser tão difícil quanto parece.

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